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Por Georges Blum, Alfredo Bomilcar e Rubens Rosado (*)

Existem vários motivos para continuarmos falando sobre LED também em 2016. Se há alguns anos o uso de lâmpadas LED era restrito, principalmente em razão do alto preço, a evolução acelerada desses produtos tem conseguido que ele esteja cada dia mais presente em nossas vidas.

Atualmente, o percentual de utilização do LED no Brasil, seja para iluminação pública ou residencial, está próximo de 20% e crescendo rapidamente. Entre os motivos para isso podemos citar a retirada do mercado das lâmpadas incandescentes, o grande aumento no preço da energia elétrica e a queda vertiginosa do preço dos produtos LED, o que favorece muito a adoção da tecnologia no País.

O custo continua caindo quase 50% ao ano, e quanto maior a produção com novas tecnologias, maior a expectativa de queda. Em virtude disso, a tendência é que no futuro próximo o preço chegue perto, por exemplo, das lâmpadas econômicas/compactas. Por isso, mantendo-se essa velocidade, acredita-se que em 2018 o LED irá dominar o mercado mundial, inclusive no Brasil.

Em termos de tecnologia, os produtos disponíveis no País são similares aos encontrados em países mais desenvolvidos. Isso porque 95% dos produtos vêm da China com a tecnologia mais moderna existente e ela exporta praticamente os mesmos itens para o mundo inteiro.

O LED tem inúmeras vantagens que o fazem ser uma excelente opção para iluminação, a começar pela versatilidade, o que beneficia muito os projetistas. Essa característica tem garantido sua utilização em sistemas de automação, como sensores de presença, por exemplo, pois o liga e desliga não compromete a vida útil do produto, seja lâmpada, painel ou luminária/projetor. Também onde há lâmpadas dicroicas convencionais pode haver a substituição pelas dicroicas/refletoras LED, com grande economia de energia elétrica.

Além do uso doméstico, a aplicação do LED em sistemas de iluminação pública é apropriada e já supera tecnologias convencionais, pois permite o controle e a dimerização a distância mais facilmente que as tecnologias tradicionais com um custo de manutenção bem menor.

Na economia de energia, sem dúvida, o LED é imbatível em comparação com outras tecnologias. Dependendo do sistema que irá substituir, pode-se chegar até a 80% de redução no consumo de energia.

Se o produto é econômico, durável e eficiente, torna-se importante saber aplicá-lo corretamente. Um desafio a mais para arquitetos, lighting designers e projetistas, mas principalmente para o consumidor final. Aos profissionais, fica a tarefa de escolher o produto mais adequado, com o ângulo do facho de luz necessário e considerando a nova equivalência do fluxo luminoso que resulte no ambiente inicialmente projetado.

Para o consumidor final, essa escolha depende de um pouco mais de informação e conhecimento e de uma mudança de paradigma, para que ele não se confunda na hora da aquisição e, caso erre, não acabe culpando a tecnologia por um resultado insatisfatório.

Isso porque na maioria das embalagens encontramos em destaque a potência da lâmpada, em Watt, e por décadas foi assim que escolhemos. Sem dúvida é um dado importante, pois é daí que saberemos o quanto de energia será consumida. Mas, tão importante quanto a energia consumida é a ‘quantidade de luz produzida por uma determinada lâmpada’ ou como também é conhecido o ‘fluxo luminoso’, sempre representado em lúmen ou lm, que, pelos regulamentos aprovados pelo Inmetro, são obrigatoriamente expostos nas embalagens.

Podemos ter modelos de lâmpadas LED de 10W, por exemplo, porém com fluxos luminosos diferentes. Assim, estas lâmpadas terão eficiências lúmen / Watt também distintos. Por isso é importante que o consumidor saiba que esta diferença na quantidade de luz pode justificar uma lâmpada custar um pouco mais do que outra.

Sem que haja essa mudança cultural, todo o desenvolvimento tecnológico aplicado nas lâmpadas LED não fará sentido para o consumidor, que vai continuar comprando lâmpadas baseando-se na potência consumida (Watt), achando simplesmente que as de maior potência iluminam mais do que as de menor potência.

Ao saber adquirir a lâmpada LED seguindo os critérios do fluxo luminoso, a expectativa é que o consumidor não faça sua escolha apenas baseado no menor preço, mas também na qualidade.

Tecnologia e mercado em evolução


A iluminação LED se torna a cada dia mais popular também mundialmente e alguns “experts” na indústria especulam que este mercado deve crescer para encolher nos próximos cinco anos. Para que este movimento aconteça, alguns dizem que os preços dos produtos LED devem cair ainda mais e isso vem pressionando os produtores para que reduzam seus preços de forma a fazer os produtos LED mais viáveis.

De acordo com a estimativa da indústria, o mercado global de iluminação LED deve atingir US$ 25,7 bilhões e expandir para US$ 30,5 bilhões em 2016. A taxa de utilização da iluminação LED deve crescer 31% em 2015 e crescer até 36% em 2016, isso tudo mundialmente.

Apesar disso, a redução na expectativa de demanda do LED “backlight” causa insegurança na média de preços do “chip LED” e do LED encapsulado, e esta tendência vem sendo demonstrada durante o segundo semestre de 2015, quando os preços do pacote e do chip LED chegaram ao ponto em que algumas especificações de LED “chip” e LED encapsulado chegaram aos custos de material. Isso faz com que, mesmo pressionados por preços menores no curto prazo, com longas produções, os produtores estarão limitados para mais cortes de preços.

Em 2016, produtores devem continuar buscando soluções para os cortes de custos, mas apesar de custos menores nos “chip” LED, iniciarão avaliações dos drivers e outros componentes que podem ter preços menores. Os produtores deverão buscar as reduções através de soluções integradas no sistema como um todo e as fontes de luz LED para substituição à tradicional iluminação deverão dividir o mercado em crescimento nos próximos três anos.

A indústria do LED teve nos últimos dez anos um forte suporte do governo chinês e isso fez com que se tornasse a maior indústria neste tipo de produto, mas ainda muito dependente de fatores externos para equipamentos e material. Novas políticas devem encorajar inovação e foco em novas aplicações e materiais alternativos, seguindo a tendência da Internet das Coisas ou IoT ( Internet of Things ).

Na esteira dos produtos inovadores e integrados, além das companhias estarem aptas para os aumentos de preços com os chamados produtos “smart”, as vendas tem sido muito menores e o tema é de quanto os produtos “smart”, com seu valor agregado, conseguem atender a demanda do consumidor. Muitos dos produtos “smart”, apesar de poderem ser controlados a distância por outros dispositivos, poderem ser dimerizados, trocarem de cor, muitos consumidores não estão dispostos a pagar custos extras.

Devido a esta enorme competição no mercado LED de luz branca, produtores estão buscando por inovação ou aplicações especiais e voltando seu foco para as aplicações LED na faixa não visível do espectro, como os LED UV ou IR. Tais produtos têm um mercado pequeno, que não pode ser comparado com as aplicações tradicionais, mas que dão maiores retornos financeiros que o LED branco.

E finalmente, na frente tecnológica, alguns importantes desenvolvimentos devem se consolidar em 2016. Um número maior de fabricantes tailandeses e chineses deve promover a tecnologia LED usando um range maior de aplicações e como resultado a rápida ascensão do “flip chip LED”, com um maior uso no mercado das TVs LED que nos anos anteriores. Também vêm desenvolvendo tecnologias que permitem o uso de silício ao invés de safira no processo de fabricação, o que pode reduzir os custos de produção.

A indústria entende que os preços dos produtos LED devem cair para buscar mais clientes e para isso estão tentando cortar seus custos de produção para salvaguardar suas margens de lucro. Alguns estão introduzindo produtos modulares, que combinam partes em diferentes configurações e introduzindo novos componentes enquanto avançam com a tecnologia.

Expectativa pela Certificação


Um passo importante no sentido de criar padrões de qualidade no Brasil é a certificação obrigatória de produtos LED, que irá beneficiar consumidores, lojistas, importadores e fabricantes.

Com ela, as lâmpadas LED oferecidas no mercado brasileiro terão um patamar mínimo de qualidade, o que dará uma tranquilidade maior aos consumidores e lojistas e permitirá uma concorrência mais saudável entre as empresas importadoras ou fabricantes.

Iniciamos o ano de 2015 com a publicação, já no primeiro trimestre, da Portaria nº 144 do Inmetro, que estabelece os Requisitos de Avaliação da Conformidade para Lâmpadas LED com Dispositivo Integrado à Base, considerada um verdadeiro marco no mercado brasileiro de lâmpadas LED.

Graças a esta iniciativa, da qual a Abilumi (Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação) participou ativamente, entre outros, o consumidor poderá, já em 2016, adquirir lâmpadas LED com selo INMETRO, tendo com isto a certeza de ter em suas instalações lâmpadas que atendem a requisitos de desempenho, segurança e compatibilidade eletromagnética similares às das lâmpadas comercializadas nos EUA e na União Europeia.

Para isto foram necessários investimentos em desenvolvimento e pesquisas, não só aqui como no país onde são fabricadas, além de exaustivas negociações para que a melhoria de qualidade impactasse minimamente no custo do produto.

Sem dúvida foi um ano muito corrido, de grandes esforços e incertezas, promovido não só pelo cenário internacional como pelo mercado interno, devido à crise que assola o País. Investir em um ano como este é muito difícil, mas a Abilumi neste momento cumpre um grande papel, trazendo informações de mercado atualizadas, apoiando jurídica e tecnicamente seus associados.

Estamos otimistas em relação ao fato de que o consumidor vai reconhecer nossos esforços, pois são lâmpadas com duração longa – 25.000h –, com qualidade de iluminação e tecnologia de ponta.

Numa segunda fase, estamos propondo, nos mesmos moldes de certificação das lâmpadas LED, requisitos de avaliação para luminárias de uso geral.

Avaliamos que existe uma forte tendência, no futuro bem próximo, de o consumidor optar por adquirir o conjunto integrado, lâmpada e luminária, ao invés de adquirir apenas a lâmpada. O LED permite isto. O consumidor passa a escolher seu produto não só pela funcionalidade da lâmpada, mas também pelo design, um comportamento muito diferente do atual. Até porque as lâmpadas hoje existentes no mercado não permitem esta flexibilidade, que só o LED oferece.

A partir da certificação, também será possível combater a concorrência desleal no comércio de LED. Enquanto os padrões mínimos de qualidade não são estipulados, consumidores, lojistas e projetistas devem evitar os produtos muito baratos, pois eles nem sempre apresentam o desempenho declarado na embalagem ou nos catálogos e muitas vezes nem têm garantia.

No campo da iluminação pública estamos aguardando ‘sair do forno’ os requisitos necessários para a certificação destes produtos. Usamos a expressão ‘sair do forno’, pois o INMETRO está trabalhando nos ajustes finais e, a qualquer momento, teremos condições de iniciar o processo de certificação destes produtos, de extrema relevância para os profissionais da área, prefeituras e todo o País.

 

(*) Georges Blum é presidente-executivo da Abilumi (Associação Brasileira dos Importadores de Produtos de Iluminação) e engenheiro de produção.

Alfredo Bomilcar é Engenheiro Eletricista, consultor de empresas e Diretor Técnico da Abilumi.

Rubens Rosado é formado em Engenharia Elétrica e especializado em Iluminação. Atualmente é assessor técnico da Abilumi e atua nas áreas de consultoria empresarial e perícia técnica judicial.

 

Retrofit de lâmpadas :
Como obter um bom retorno.

terça-feira, 22 dezembro 2015 Por
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“Em tempos onde o alto custo de energia tem causado buscas por alternativas, para a iluminação, o LED vem se apresentando cada vez mais como uma alternativa para as grandes instalações, sejam elas comerciais ou industriais. A grande pergunta é: em meio a tantas opções, como proceder sem um conhecimento maior.” – Alfredo Bomilcar

Muitas empresas vem hoje procurado alternativas em redução de energia e a substituição dos produtos de iluminação (retrofit) vem se mostrando uma destas alternativas. Para se obter alguma rentabilidade em um projeto deste tipo, devemos levar em conta algumas variáveis importantes, tais como, conhecer quando serão utilizadas as lâmpadas que serão trocadas, quanto se consome atualmente (importante que seja separada somente a iluminação) e avaliar as opções disponíveis atualmente.

Durante uma avaliação com ajuda de um especialista, poderá ser avaliada além das informações acima, se existem áreas que não contam com iluminação natural e serão as onde se encontram as maiores oportunidades de economia, por estarem funcionando mais tempo e irão gerar maior consumo.

Por exemplo, em uma edificação com janelas grandes transparentes ou translúcidas, paredes pintadas com cores claras já apresentam boas reduções de energia. Esta avaliação prévia evita a possibilidade investimentos desnecessários e muitas vezes o desperdício de recursos para um retorno esperado em médio prazo.

Depois em uma verificação da iluminação instalada pode-se verificar o consumo atual, e em um exercício com as opções disponíveis, pode-se começar a verificar o impacto das substituições a serem realizadas. Vamos fazer alguns destes exercícios, explorando o que podemos encontrar nas instalações:

Lâmpadas Incandescentes / Halógenas


Quando se tem uma iluminação incandescente / halógena, mais comum nas instalações antigas, que ainda não migraram para as lâmpadas fluorescentes compactas, apresentam pouca eficiência e vida. Neste caso as conclusões são mais simples, diretas e rápidas, porque a decisão mais lógica é fazer a troca o quanto antes visto que o retorno do investimento está garantido no curto prazo, devido o custo da energia elétrica atual e com viés de alta.

Lâmpadas Fluorescentes


Talvez aqui existam as maiores dúvidas, pois em muitas instalações esta troca foi recente e com certeza ainda existam alguns anos para o retorno deste investimento, e não se pode dizer por isso que o LED seja a melhor opção devido a necessidade de um novo e maior investimento.

As lâmpadas fluorescentes vem evoluindo em sua eficiência e também porque não dizer, em sua tecnologia, com a introdução de tubos mais finos, com menos mercúrio e principalmente com menores potências que as existentes anteriormente. Hoje temos lâmpadas fluorescentes tubulares em T8,T5 ou compactas em T4,T3,T2, onde os números após o T significam o diâmetro do tubo em oitavos de polegadas.

Também se observa um avanço nos reatores, necessários para funcionamento destas lâmpadas. Hoje os mais eficientes são os reatores eletrônicos, necessários para o funcionamento das lâmpadas e proporcionam maior vida útil que podendo chegar a 20.000 hs.

Um exemplo para esta troca acontece onde antes existiam lâmpadas fluorescentes tubulares T12 ou T10 por T8, observando a troca do reator e também sua adaptação á luminária. Para o caso de substituição por T5, teríamos um maior resultado de eficiência energética, mas com maior investimento, tanto em novos reatores como na luminária existente, que deve ser substituída.
Por outro lado para troca de lâmpadas fluorescentes compactas, antigas de dois ou três tubos, pode-se optar pelos novos modelos espirais, mais finos, mais eficientes e menores, que se apresentam mais eficientes e resultarão em economia com pequeno investimento. Importante citar que estes produtos participam do programa de etiquetagem do INMETRO e do PROCEL.

Lâmpadas LED


O LED é a revolução atual na iluminação graças a sua eficiência e a evolução que vem apresentando e apesar de uma tecnologia recente na iluminação, o LED vem apresentando reduções de custo que trazem impacto real no mercado de iluminação. Isso vem encorajando muitas companhias a investir em uma troca segura e ambientalmente correta, que tem mostrado resultados reais quando falamos em economia e retorno de investimento.

As lâmpadas LED vem se mostrado cada vez mais eficientes e baratas, e se considerarmos que esta tendência se manterá, em breve teremos lâmpadas LED com custos menores ou pelo menos iguais ás atuais fluorescentes compactas.Com uma vida útil de pelo menos 3 vezes, as lâmpadas LED já se apresentam em projetos de substituição (retrofit) em iluminação mais baratos e mais rentáveis. Consideramos sempre para estes cálculos produtos equivalentes em quantidade de luz e também com facilidade em sua intercambiabilidade.

Se considerarmos que o LED é um semicondutor que converte a luz elétrica em radiação eletromagnética – ou seja luz, com grande eficiência e sem utilizar elementos tóxicos, isso é uma grande vantagem sobre as lâmpadas fluorescentes. Muitas empresas vem usando este fato para de alguma maneira justificar um investimento maior, pois o meio ambiente e a imagem de empresa ambientalmente correta nem sempre é mensurada monetariamente.

Enfim, para o momento que estamos passando, onde nem sempre temos muitos recursos para dispender, alternativas como o LED podem ser em um primeiro momento uma alternativa mais custosa, mas sem dúvida seu investimento inicial se recupera em até 2 anos, devido não só sua economia de energia mas também a redução de custos em manutenção, pois estamos falando de prazos maiores de reposição e desta maneira sua análise financeira resulta em resultados favoráveis.

Assim como nas análises anteriores, por exemplo, podemos dizer que uma troca em uma luminária de 3 lâmpadas fluorescentes T8 de 32W, pela mesma quantidade de lâmpadas Tubo LED em 18W, resulta em uma economia de energia imediata mantendo a mesma quantidade de luz, visto o melhor aproveitamento dos Tubos LED na luminária, além de sua manutenção com o decorrer do tempo.

No passado tivemos dúvidas e muitas discussões relativas a esta tecnologia que tinha sua qualidade e luminosidade questionada, mas o LED já supera a lâmpada fluorescente compacta no uso em substituição nas aplicações residenciais e também maior aceitação nas aplicações comerciais e industriais, com a introdução de novos produtos em tubos LED e em luminárias de alta eficiência para uso industrial.

Ainda pesa o fato de a grande maioria dos produtos tem sua origem na China, onde existem diferentes fabricações com Qualidade muitas vezes duvidosa, mas com a proximidade da Certificação, definida na Portaria 144 do INMETRO em Março de 2015, que define os parâmetros o processo para as lâmpadas e tubos LED, acredito que muito em breve estaremos fazendo muitas substituições e aproveitando esta nova tecnologia que vem chegando definitivamente no mundo inteiro.

Por Alfredo Bomilcar.

» Alfredo Bomilcar é engenheiro eletricista, consultor de empresas e diretor técnico da Associação Brasileira dos Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi).

NOVA LINHA LED Spotlux.
Pode comprar no escuro.

quinta-feira, 12 novembro 2015 Por
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A Spotlux entra em 2016 no mercado LED com uma variedade de produtos que vai da clássica lâmpadas Bulbo (A60), passando pela tubular (T8) e também 4 versões LED dos já conhecidos Refletores.

As lâmpadas de LED são muito mais eficientes do que as comuns pois produzem a mesma quantidade de luz (ou lúmens) utilizando muito menos energia. Também não existe a geração de calor durante esse processo, o que ajuda na economia.

Uma lâmpada incandescente, por exemplo, gasta certa de 60W para produzir a mesma quantia de lúmens que um conjunto de LED produz, gastando apenas 9W.

Oferecemos uma linha completa de produtos LED para se encaixar em qualquer necessidade do seu projeto de iluminação.

Lâmpada Bulbo (A60)


O modelo que substitui com muito mais eficiência as antigas incandescentes mantendo o mesmo formato. Economize até 80% de energia! Livre de calor no facho de luz e com consumo de apenas 6W ou 9W, você escolhe entre luz amarela (3.OOOk) ou branca (6.5OOk), economiza energia e volta a ter o efeito que sempre gostou.

Lâmpada Tubular (T8)


Eficiência máxima! As lâmpadas LED Tubulares (T8) Spotlux não trabalham com reatores como as antigas lâmpadas fluorescentes T8. Seu facho de luz é direcionado, o que proporciona maior aproveitamento da intensidade luminosa. Perfeita para quem quer economizar, tanto dinheiro, quanto energia. Sua luz branca também proporciona mais profissionalismo ao ambiente e aumenta a produtividade.

Refletores


Com design compacto, os refletores LED Spotlux já vêm prontos para instalar. Além de fácil e rápido, eles ainda economizam até 8O% energia. Os refletores de LED Spotlux, além de manterem a sua fachada ou jardim iluminados sem precisar se preocupar em trocar de lâmpada, estão disponíveis em 4 modelos diferentes: 10W, 30W, 50W e 100W. Escolha o seu de acordo com o a necessidade do seu projeto.

 

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Uma alternativa cada vez mais buscada pelas organizações corporativas e comerciais com a finalidade de economizar energia e reduzir as manutenções em instalações é a substituição de lâmpadas fluorescentes tubulares pelas lâmpadas tubulares de LED, a mais recente novidade no mercado energético.

Disponíveis no mercado desde o final de 2013, as lâmpadas tubulares de LED vêm se apresentando cada vez mais como uma alternativa viável economicamente, ampliando a sua participação no mercado. Mais eficiente e econômica que as Similares fluorescentes, a nova tecnologia tem despertado o interesse de grandes consumidores, como indústrias e empresas, que, com os recentes aumentos das tarifas de energia elétrica, precisam encontrar formas de reduzir os custos com a conta de luz.

A grande revolução pela qual vem passando o mercado de iluminação, impulsionado pelo uso mais difundido do Diodo Emissor de Luz, o LED, tecnologia que ilumina com alto índice de qualidade e é bem mais eficiente do que as demais lâmpadas existentes no mercado, precisa, no entanto, ser elétrica e fotometricamente analisada, pois as mudanças de equipamentos podem trazer alterações não esperadas no ambiente.

A transformação acarretada por esta “nova” tecnologia é comparada à que ocorreu após o surgimento da lâmpada incandescente, inventada por Thomas Edison em 1879, a ponto de alguns especialistas do setor afirmarem que todos os outros tipos de lâmpadas (halógenas, fluorescentes compactas e tubulares, a vapor metálico, de sódio e mercúrio), nascidas após a incandescente, serviram apenas como escada e ponte para o LED, apesar de, em 2014, seu consumo pelo mercado ter sido de mais de 20 milhões de unidades — ainda pouco representativo ante, por exemplo, 0 consumo de 250 milhões de fluorescentes compactas.

Na área comercial, por exemplo, o mercado sempre está em busca de oportunidades para “eficientização” de energia. Segundo alguns levantamentos realizados por órgãos de pesquisa, a participação da tecnologia no mercado mundial de iluminação ainda é muito baixa, mas deve aumentar consideravelmente na próxima década. A pesquisa mundial informa que as vendas de lâmpadas e luminárias LED devem se tornar mais aquecidas em razão dos projetos de retrofit, que estimularão as trocas de lâmpadas antigas por equipamentos mais eficientes.

Conforme o levantamento, a participação da tecnologia na comercialização do produto para este fim ainda é relativamente pequena, de apenas 15%, mas se elevará bastante até 2018, saltando para 74%. Dessa forma, paulatinamente, o LED eliminará tecnologias como incandescentes e halógenas e “roubará” uma boa parte do mercado de lâmpadas um pouco mais eficientes, como fluorescentes tubulares T8 e T5 e as fluorescentes compactas. Pode ser que em função da queda vertiginosa de preço do LED, isto ocorra bem antes.

Apesar de ainda ser mais cara, tendo em vista o investimento inicial, a tecnologia se mostra bastante competitiva economicamente, por conta do Seu baixo consumo energético. Os produtos que proporcionam a mesma quantidade, e muitas vezes, mais qualidade de luz, consomem cerca de 85% menos energia que as lâmpadas incandescentes ou, no caso, 40% menos do que as fluorescentes tubulares comuns, além de terem maior 0 que transforma, em muitos casos, a iluminação tipo LED em um negócio menos dispendioso do que a iluminação tradicional.

Atualmente, o LED apresenta vida útil de 25 mil a 30 mil horas, podendo chegar até a 50 mil horas. Comparativamente, uma lâmpada incandescente, por exemplo, dura mil horas, uma halógena, duas mil horas, e uma fluorescente compacta tem a vida útil de seis mil horas. Com base nessas informações, percebe-se que o LED é extremamente vantajoso em comparação aos demais tipos de lâmpadas e a sempre “reclamada” diferença de custo, pois a lâmpada LED é mais cara (uma lâmpada tipo LED, em média. custa o dobro de uma lâmpada fluorescente). Trata-se de um investimento que acaba se pagando, mais cedo ou mais tarde, em vista de todas as vantagens já mencionadas.

O investimento é sempre vantajoso. Anda que a lâmpada seja mais cara, há retorno. Como exemplo, podemos recorrer ao seguinte cenário, Sempre citado pelos especialistas: uma residência com 10 pontos de luz, na qual serão substituídas quatro lâmpadas incandescentes de 60W e seis lâmpadas fluorescentes compactas de 15W, por 10 lâmpadas LED de 6W. Se tivermos em conta que cada lâmpada LED custa algo em torno de R$20, o investimento inicial Será de R$200. Trabalhando com um quilowatt-hora de RS 0,60, no primeiro ano de uso, haverá uma economia de R$162. Ou seja, em 14/15 meses, o consumidor já recebe de volta o dinheiro que gastou no LED. Isso em uma residência, cujas luzes permanecem acesas, em média, três horas por dia.

NO caso de um estabelecimento comercial, em que a iluminação elétrica costuma funcionar por mais horas, o retorno do investimento inicial costuma vir em menos tempo, conforme afirmam os projetistas. Um corredor de hotel, por exemplo, fica aceso 24 horas por dia, o que dá um pouco mais de 8.700 horas por ano. Levando em conta os cálculos feitos anteriormente, o retorno se dá oito vezes mais rápido do que em uma residência, ou seja, em vez de 15 meses, em dois, no máximo.

Se, além disso, levarmos em consideração as vidas destes produtos, o retorno financeiro em uma residência perdurará por mais de 20 anos. Já no caso do corredor do hotel — que funciona 24 horas diariamente os ganhos durarão por mais dois anos e meio até a substituição da lâmpada. Neste cenário, verifica-se que no setor comercial ou industrial, onde estes cálculos são normalmente feitos para os investimentos, existe uma rapidez maior na substituição dos produtos convencionais pelos de LED.

NOS últimos anos, já pensando nas reduções de custo com energia e na eficiência energética, ao contrário das residências, boa parte das empresas já fez a substituição de lâmpadas por fluorescentes tubulares mais eficientes, como as T8 ou T5 e, em breve, trocarão as tubulares fluorescentes pelas lâmpadas tubulares LED.

Entretanto, no mercado brasileiro, e mesmo para o consumidor, um dos grandes obstáculos para o mercado de iluminação está atrelado à baixa qualidade de alguns dos produtos fabricados. Esta baixa qualidade pode ser responsável por diminuir a vida útil dos equipamentos e, consequentemente, não tornar efetiva a economia financeira prometida pelo uso em longo prazo da tecnologia.

Já é de conhecimento do mercado que a imensa maioria dos produtos com tecnologia LED fabricados no mundo vem da China. Isso, por si só, não é um problema, pois é possível encontrar na China produtos LEDS de boa qualidade. Também neste novo mercado se faz necessário uma educação do consumidor para que exija o retomo do seu investimento, pois conforme já ouvi e li em diversas publicações, “Quem determina a qualidade dos produtos é quem vai comprar”, e se isso realmente se fizer verdadeiro, estaremos, como em outros lugares, buscando produtos que tenham a garantia que prometem. Isto já é requerido no mercado comercial ou industrial, onde para um produto que promete 25 mil horas de vida, uma garantia de um ano é algo que soa falso, e que com certeza será contestado pelo consumidor mais esclarecido, que faz as contas e investe em Soluções que tenham retorno.

Já há diversas normas vigentes para LED no Brasil. Em 2013, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou diversos documentos com o objetivo de fornecer índices mínimos de qualidade referentes a diversos tipos de LED. Entre estas normas, estão: a ABNT NBR IE(-/ TS 65204, que traz termos e definições para LEDS e os módulos de LED; a ABNT NBR 62560, que especifica os requisitos de segurança e intercambialidade para lâmpadasLED com dispositivo de controle incorporado, para serviços de iluminação geral para tensão maior que 50V; e a ABNT NBR 16205, partes 1 e 2, que especifica requisitos de segurança e desempenho para lâmpadas LED sem dispositivo de controle incorporado na base única.

Contudo, alguns produtos vendidos aqui no Brasil ainda apresentam baixa qualidade. Em vista de todas estas vantagens e com o aumento da demanda, tornou-se necessária a criação de mecanismos para a aferição da eficiência e qualidade dos produtos mais efetiva e com isso, a entrada do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) neste cenário. Conforme já relatado em outros artigos, após um processo amplamente discutido em diversas reuniões que contaram com a participação dos principais agentes do setor, dentre eles laboratórios de ensaios, especialistas, fabricantes e importadores e o Inmetro, tivemos, no mês de março de 2015, a publicação da Portaria 143 e 144 regulamentando as regras que devem ser seguidas pelos fabricantes/importadores para que as lâmpadas LED, entre elas, as tubulares, possam receber a certificação e, dessa forma, ser comercializadas no mercado nacional.

A esperança de fabricantes/importadores e distribuidores brasileiros está depositada nesta certificação compulsória que o Inmetro efetivará inicialmente em nove meses, e completamente em 30 meses, prazo dado para todos se adequarem. Tal medida deverá acarretar em uma melhora nas lâmpadas tipoLED do País e retirar do mercado os produtos de qualidade baixa.

Por Alfredo Bomilcar.

» Alfredo Bomilcar é engenheiro eletricista, consultor de empresas e diretor técnico da Associação Brasileira dos Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi).

O fim da lâmpada incandescente.

quinta-feira, 12 novembro 2015 Por
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Utilizada em larga escala desde o final do século 19, lâmpada incandescente deve desaparecer em breve por culpa de sua ineficiência energética.

Você talvez consiga imaginar sua vida sem muitos apetrechos tecnológicos que existem hoje. Mas certamente não se imagina vivendo em um mundo sem luz. E quando falamos em luz, difícil não pensar na lâmpada incandescente, presente na vida das pessoas desde sua disseminação comercial, no fim do século 19, por conta de Thomas Alva Edison.

O problema é que as lâmpadas incandescentes não são sustentáveis: gastam mais energia, iluminam menos e têm vida útil menor do que os produtos mais recentes – ao menos seis vezes inferior do que a das fluorescentes, por exemplo. “Elas produzem 5% luz e 95% calor. Com a sua substituição por outras tecnologias, o meio ambiente ganhará com a menor produção de calor, de CO2 e, portanto, de efeito estufa. O País ganhará economizando recursos para gerar e transmitir energia”, explica Isac Roizemblatt, diretor Técnico da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux).

A iluminação corresponde a 15% do gasto com energia elétrica em um lar brasileiro médio, segundo estudo realizado pela Eletrobrás em 2007. Esse percentual tende a ser reduzido, já que a comercialização das incandescentes tem diminuído em relação à das novas lâmpadas. Por lei, caso não atinjam maior nível de eficiência, elas deixarão o mercado brasileiro nos próximos anos.

De acordo com levantamento da Abilux, em 2011 e 2012, no Brasil, foram vendidas 300 milhões de lâmpadas incandescentes, 200 milhões de fluorescentes compactas, 90 milhões de fluorescentes tubulares, 20 milhões de halógenas e 250 mil LEDs. Considerando as vendas de 2012 e 2013 (com a estimativa de vendas até o final do ano), o número de vendas é, respectivamente, 250 milhões, 200 milhões, 90 milhões, 20 milhões e 500 mil.

Por Terra.

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